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Parasitismo À Grega

A Grécia tem hoje, como único objetivo na zona do Euro, usar a moeda comum para financiar seu populismo à grega. Com o Euro ela pode manter suas estruturas inchadas e improdutivas ao mesmo tempo em que se protege de inflação e de seu colapso socioeconômico, simplesmente exportando seu gap entre produção e consumo para o restante da Europa que alimenta este processo visando proteger a divisa comum.

A questão, é que os países que possuem saldo positivo para bancar a farra grega, não estão mais dispostos a permitir a expansão da irresponsabilidadePara os países que compõem a moeda comum, se livrar da Grécia como ela é hoje, seria praticamente como se livrar de um grande parasita: desconfortável em um primeiro momento, mas revigorante, mesmo em curto prazo. Já para a Grécia, significaria perder aquilo que ainda sustenta sua economia devastada pelo populismo. Implicaria em ter que conviver com escassez dramática de produtos e inflação devastadora.

Por isto, hoje o país se vê em uma encruzilhada… Ou resolve seus problemas internos e acaba com o populismo, escorado no Euro, ou vai ser obrigado a fazer isso enquanto as coisas desmoronam em sua economia e sua sociedade.

Diante de uma situação onde se livrar do Euro é se livrar da única coisa que pode ajudá-los a passar pelas dificuldades vindouras, trata-se de insanidade pressionar a zona do Euro. Será que é isso mesmo que a população grega deseja? Será que preferem uma vida de parasitas famintos a uma vida de cooperação e responsabilidade?

Basicamente chegou a hora de decidirem se vão amadurecer economicamente ou se vão continuar levando esta vida de adolescente mimado, até que nada lhes reste.

Leonardo Augusto Amaral Terra
Leonardo Augusto Amaral Terra
Mestre e Doutor em ciências pelo programa de Administração de Organizações da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, na Universidade de São Paulo (FEARP - USP). Possui MBA executivo em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas e Graduação em Administração de Empresas pela FEARP - USP. Atua como professor, pesquisador e consultor na área de estratégia e desenvolvimento organizacional, explorando os princípios que regem os sistemas socioeconômicos por meio da matemática do caos e da epistemologia sistêmica e suas aplicações no processo estratégico e nas interações sistêmicas das organizações. Vencedor do West Churchman Memorial Prize em 2014.
http://lattes.cnpq.br/3022429953017645
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