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Entrevista de Lula à Playboy e sua admiração por Hitler

Hoje a minha postagem não carrega muitos comentários. Apenas um trecho da entrevista de Lula à revista Playboy em Julho de 1979, onde ele aponta homens que ele admira e alguns dos motivos pelo qual ele diz isso. Creio que esta entrevista, em especial este ponto selecionado, ajuda a entender as estratégias de Lula e suas justificativas. Se ainda não entendeu, é bem provável que após ler esta entrevista, comece a entender porque o modelo Petista de propaganda doutrinária segue exatamente os moldes desenvolvidos por Goebbels, para construir a imagem de Hitler e do partido Nazista.

O destaque fica por conta dos elementos em vermelho… Entre comentários de sua vida, selecionei os pontos onde o mesmo fala da admiração por certas personalidades. Procurei manter a seleção de forma a não prejudicar o contexto, mas por uma questão de honestidade intelectual, o original também pode ser encontrado aqui, até para quem se interessa em conhecer um pouco mais sobre a construção do líder sindical que chegou a presidente.

Capa da Revista Playboy em Julho de 1979
Capa da Revista Playboy em Julho de 1979

Vale a leitura, até porque, uma de suas frases (a mais destacada) tem sido atribuída outro político que faz oposição ferrenha à esquerda, enquanto, na verdade, foi dita pelo próprio Lula. Seguem trechos selecionados da entrevista, constante da página 42 da referida revista:

Playboy – Há alguma figura de renome que tenha inspirado você? Alguém de agora ou do passado?

Lula [pensa um pouco]- Há algumas figuras que eu admiro muito, sem contar o nosso Tiradentes e outros que fizeram muito pela independência do Brasil (…). Um cara que me emociona muito é o Gandhi (…). Outro que eu admiro muito é o Che Guevara, que se dedicou inteiramente à sua causa. Essa dedicação é que me faz admirar um homem.

Playboy – A ação e a ideologia?

Lula – Não está em jogo a ideologia, o que ele pensava, mas a atitude, a dedicação. Se todo mundo desse um pouco de si como eles, as coisas não andariam como andam no mundo. (…)

Playboy – Alguém mais que você admira?

Lula [pausa, olhando as paredes] – O Mao Tse-Tung também lutou por aquilo que achava certo, lutou para transformar alguma coisa.

Playboy – Diga mais…

Lula – Por exemplo… O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer.

Playboy – Quer dizer que você admira o Adolfo?

Lula – [enfático] Não, não. O que eu admiro é a disposição, a força, a dedicação. É diferente de admirar as idéias dele, a ideologia dele.

Playboy – E entre os vivos?

Lula [pensando] – O Fidel Castro, que também se dedicou a uma causa e lutou contra tudo.

Playboy – Mais.

LulaKhomeini. Eu não conheço muito a coisa sobre o Irã, mas a força que o Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do Xá foi um negócio sério.

Playboy – As pessoas que você disse que admira derrubaram ou ajudaram a derrubar governos. Mera coincidência?

Lula [rápido] – Não, não é mera coincidência, não. É que todos eles estavam ao lado dos menos favorecidos.

(…)

Playboy – No novo Irã, já foram mortas centenas de pessoas. Isso não abala a sua admiração pelo Khomeini?

Lula – É um grande erro… (…) Ninguém pode ter a pretensão de governar sem oposição. E ninguém tem o direito de matar ninguém. Nós precisamos aprender a conviver com quem é contra a gente, com quem quer derrubar a gente. (…) É preciso fazer alguma coisa para ganhar mais adeptos, não se preocupar com a minoria descontente, mas se importar com a maioria dos contentes.

Leonardo Augusto Amaral Terra
Leonardo Augusto Amaral Terra
Mestre e Doutor em ciências pelo programa de Administração de Organizações da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, na Universidade de São Paulo (FEARP - USP). Possui MBA executivo em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas e Graduação em Administração de Empresas pela FEARP - USP. Atua como professor, pesquisador e consultor na área de estratégia e desenvolvimento organizacional, explorando os princípios que regem os sistemas socioeconômicos por meio da matemática do caos e da epistemologia sistêmica e suas aplicações no processo estratégico e nas interações sistêmicas das organizações. Vencedor do West Churchman Memorial Prize em 2014.
http://lattes.cnpq.br/3022429953017645

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