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Capitalismo X Comunismo….

Entre capitalismo e comunismo eu escolho…. NENHUM DELES…. Pautados em duas visões de mundo enfraquecidas pelo tempo e pelas novas realidades (cartesianismo e dialética), estas abordagens se mostram limitadas para lidar com um mundo cada vez mais complexo e interligado.

Há algum tempos que sabemos que o capitalismo possui dificuldades em termos de sustentabilidade ao longo do tempo, pelas disfunções que provoca em relação à regeneração, à degradação e a distribuição de recursos… Este reconhecimento dos limites do capitalismo fez com que muitos pensadores se debruçassem sobre a idéia do Comunismo. Mas também já sabemos que este fracassa já em seu primeiro estágio de implementação pois ignora a natureza humana e limita o poder criativo individual, o que pode levar à estagnação científica e tecnológica em esferas de aparente desinteresse social de curto prazo.

Em essência, enquanto o Capitalismo é uma afronta à idéia de igualdade, o Comunismo atua como uma afronta à liberdade individual.

O grande dilema é que ainda não temos nada para colocar no lugar e sabemos que todo novo sistema deve ter um desenvolvimento orgânico (sistemas teóricos dificilmente são implementados como previsto). Então como fazer e como pensar este novo sistema?

Primeiro é preciso reconhecer que diferente do que muitos pensam, não estamos presos a esta dicotomia. Há uma luz no fim do túnel. Desde o início do século XX novas formas de perceber o mundo vêm sendo discutidas. Muitas delas transcenderam a filosofia e tiveram grande sucesso, mesmo nas chamadas ciências Hard. Filhas de uma nova forma de entender os problemas complexos (focada na dinâmica e não nas partes), as teorias sistêmicas são capazes de explicar com enorme capacidade preditiva, desde o comportamento das moléculas de gás, até as complexas interações sociais e ecológicas.

Ainda estamos distantes de ter uma idéia do que seria um sistema econômico sustentável e igualitário, sob a ótica das teorias sistêmicas. Há muito trabalho a ser feito. Mas o que já se sabe é que esta visão é aquela que se mostra mais preparada para atender aos anseios da sociedade contemporânea. Uma terceira via que não seja limitadora do potencial humano, seja sustentável e, acima de tudo, justa.

Leonardo Augusto Amaral Terra
Leonardo Augusto Amaral Terra
Mestre e Doutor em ciências pelo programa de Administração de Organizações da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, na Universidade de São Paulo (FEARP - USP). Possui MBA executivo em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas e Graduação em Administração de Empresas pela FEARP - USP. Atua como professor, pesquisador e consultor na área de estratégia e desenvolvimento organizacional, explorando os princípios que regem os sistemas socioeconômicos por meio da matemática do caos e da epistemologia sistêmica e suas aplicações no processo estratégico e nas interações sistêmicas das organizações. Vencedor do West Churchman Memorial Prize em 2014.
http://lattes.cnpq.br/3022429953017645
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